Inovação digital e desigualdade de género




Rúbrica da Cidadania do Txeka na Rádio Îndico
Tema: Inovação digital e desigualdade de género
A inovação tecnológica e a digitalização podem ser um elemento-chave para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:
Têm o potencial de contribuir para melhorias muito significativas no acesso à saúde, educação, informação, serviços jurídicos ou financeiros, e abrem novas possibilidades de emprego e negócio.
O acesso à inovação tecnológica e digital tem ainda o potencial de ajudar na consciencialização das mulheres e meninas sobre os seus direitos, na criação de oportunidades de participação e envolvimento das mulheres no espaço cívico.
Apesar de existir um consenso de que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens, em muitos locais as desigualdades de gênero persistem.
Isso abre espaço para que a tecnologia ocupe um papel importante na luta pela igualdade de género e que sirva de recurso que permitirá a mulher, por exemplo, compartilhar a sua localização e acionar ajuda em situações potencialmente perigosas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que “a nível mundial, os homens têm 21% mais probabilidades de ter acesso à Internet do que as mulheres — e nos países de baixo rendimento esta percentagem sobe para 50%”.
Guterres aponta ainda outras questões alarmantes, como o facto de as mulheres serem uma minoria na indústria tecnológica ou o facto de os big data ignorarem as diferençam de género ou excluírem as mulheres.
“Todos devemos ficar alarmados, desde logo, com produtos e serviços que alimentam a desigualdade de género e digitalizam o patriarcado e a misoginia”.
Assim, torna-se evidente que as oportunidades abertas pela revolução digital também representam o risco de perpetuar a atual dinâmica de desigualdade de gênero.
As crescentes diferenças são cada vez mais evidentes no contexto das competências digitais e do acesso às tecnologias, numa divisão que deixa as mulheres para trás, daí que incorporar a perspectiva de gênero na inovação, tecnologia e educação digital de forma transformadora ajudaria mulher e meninas a se tornarem mais conscientes de seus direitos e a fortalecer o seu exercício para além do ativismo.


 

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